quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A propósito do post anterior...

Notícia de última hora!!!
A minha sugestão do nariz já chegou tarde. Descobri uma entrevista, onde a Senhora Dona Maya explica tudo o que vai fazer (também vai fazer implantes dentários). E porque faz tudo isto? Simples! Porque se considera uma referência! Não sei para quem mas ela explica. Quem tiver curiosidade pode ver aqui.

Relativamente ao nariz, a dada altura o jornalista pergunta:
- Nunca pensou em mudar o nariz?
Ao que ela responde:
- Não. Já tive vários cirurgiões que se ofereceram para me operar o nariz, mas eu não quero. Ele é meu, é peculiar e é o que me permite ser caricaturada. Vitamino o rosto, mas nunca fiz nem farei qualquer intervenção. É tudo natural.

Pronto, já aqui não está quem falou!

Maya com cirurgia em directo



Pois bem, era mesmo disto que precisávamos, sem dúvida...

"Maya vai melhorar a sua imagem na clínica Tallon e todos os procedimentos que fará serão acompanhados pelo programa ‘Companhia das Manhãs’, da SIC.

No dia 17, a taróloga vai fazer um implante mamário, na Clínica Luso-Espanhola, no Porto, cirurgia que será acompanhada em directo." in Vidas.


Ponto nº 1: Esta senhora não tinha já implantes mamários?

Ponto nº 2: Não que eu goste de ser mazinha, mas se já mexeu nas mamocas porque não passar para o nariz?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CSI:NY - parte 2



Ok, sei que anteriormente disse que não faria juízos de valor mas isto está a assumir proporções ridículas.

Então “um miúdo cinco estrelas” cometeu um crime macabro e agora é a vítima!? Se em vez do Carlos Castro a pessoa torturada durante uma hora, asfixiada e mutilada fosse uma “Carla” da mesma idade do Renato, aposto que as manifestações de apoio em Cantanhede seriam muito menos efusivas.
Concordo com a solidariedade para com a família do assassino confesso, mais do que isso já é um pouco forçado e não respeita a verdadeira vítima e respectiva família desta tragédia. Sr. Padre Luís Francisco, junte a população em oração mas, já agora, rezem também por quem merece e pelos pobres do concelho.

Infelizmente ainda existem muitos homofóbicos neste país que insistem em não encarar a realidade – Ser gay não é doença, é orientação/opção.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CSI : NY – o caso do colunista que amava demais e do modelo que queria mais

" Novo Ano. Vida Nova. Que venham dias serenos e felizes e que o sobe e desce aconteça sem distúrbios (…)"
Carlos Castro
08-01-2011, Elevador cor-de-rosa – Correio da Manhã


New York - Times Square:
O glamour da noite nova iorquina ficou ensombrado quando, de entre tantas outras luzes da cidade que nunca dorme, as azuis das viaturas da NYPD brilharam mais forte ao tomarem de assalto a fachada do Hotel InterContinental, recentemente inaugurado.

Carlos Castro, cronista social, activista gay, crítico, polémico, um dos rostos mais conhecidos do jetset português, apaixonado por Nova Iorque e pela Broadway, foi brutalmente assassinado. Confesso que muitas vezes li a a sua coluna na revista Vidas do Correio da Manhã e ainda nos dias que antecederam o crime foi com diversão que segui o relato da sua tarde de compras onde encontrou figuras internacionais como Naomi Campbell e Gwyneth Paltrow, ou de como desfrutou das peças de Oscar Wilde “A Importância de se Chamar Ernesto” e de “The Addams Family” no Fontanne Theater. Por momentos, invejei-lhe a sorte de poder gozar de momentos tão glamourosos e tão distantes da vida quotidiana da maioria de nós. Teve um fim trágico, na cidade onde sonhou morrer, com o destaque mediático que sonhou ter.

De Renato Seabra, pouco ou nada sei, além do que tenho lido nos últimos dias. Não acompanhei o programa "À procura de um sonho” mas acredito que o jovem reservado de Cantanhede, sonhava um dia ser reconhecido em Nova Iorque e ser capa de jornais e revistas de todo o mundo. Conseguiu. Pelos piores motivos possíveis, hoje, Renato é conhecido pela imprensa norte-americana como o borracho bronzeado de sorriso brilhante e rosto cinzelado que poderá ser condenado a prisão perpétua!

Foi um crime macabro, que por muito que queira abster-me de juízos de valores, não posso ignorar as evidências que classificam este acto como violento e passional, com notas de sadismo. Um crime é um crime, e uma vítima é sempre uma vítima e, como tal, considero pouco natural a transferência de papéis que tenho assistido (“o rapaz inocente que foi desvirtuado”). Ingénuo ou não, é maior de idade e como tal deve responder pelos seus actos e ser julgado por quem de direito.
Um fim trágico para um homem que, por amar demais, negou-se a encarar as evidências e um futuro negro para o modelo que queria mais protagonismo, mais fama, mais reconhecimento por parte do grande público.