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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O estranho mundo das Fobias


Alguns dos nossos leitores mais antigos provavelmente recordam-se de um post dedicado às fobias, ou melhor dizendo, dedicado àquelas fobias que são realmente muito estranhas.

Pois bem, eis que em mais uma noite de insónia e, como já vem sendo praxe, o meu zapping levou-me até à Sic Radical onde descubro um programa deveras fantástico: o Britains’s Weirdest Phobias.
Conheçam o caso da Sue, 37 anos, natural de Birmingham, que tem pavor (leia-se fobia) de joelhos! Pois é, parece estranho, mas Sue jura a pés juntos que não toca nos próprios joelhos há mais de 16 anos e vive atormentada com este medo. O terapeuta de serviço, David Allison, especialista na terapia de Fobias do Hospital de Addenbrooke, tentou ajudar como pôde. Primeiro, apresentou fotografias de joelhos e avaliou o grau de repulsa/terror da paciente e no final tirou as calças por amor à camisola. LOL. A medo, a pobre Sue, lá conseguiu olhar para os joelhos do homem e arriscou mesmo um toque ligeiro, assim como quem não quer a coisa. E estava dado o primeiro passo rumo à recuperação! :)
O programa contou ainda com um miúdo com medo de bananas (diz que a culpa é de um macaco, mas tenho as minhas dúvidas) e uma senhora com pavor a anões (Oompa-Loompas, todos os sete anões e nem mesmo os gnomos dos Pai Natal escapam).
Fobia a sapos, edifícios altos criados pelo homem (pontes, arranha-céus, etc.), ervilhas (hum!?) e raízes também foram exploradas no programa.
Infelizmente e, com muita pena minha, não consegui encontrar um vídeo online, mas vou continuar à procura e prometo partilhar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pânico numa qualquer noite no Porto

sugar-plum-fairy - (Nota: para um efeito mais assustador pff ligue a banda sonora antes de ler este post)
A noite já ia longa.

Depois de uns copos o caminho até casa é dificultado pela parca iluminação pública e confiar na lua cheia nem sempre é o mais acertado. O vento sopra leve mas é de um frio cortante. Ajeitamos os casacos ao corpo, pois os Tops sensação da noite oferecem pouca protecção para uma noite gelada, fora do calor e do frenesim de corpos suados da discoteca.

Enfim chegamos a casa. Depois de uma demora inicial para encontrar a chave e mais um pouco de delonga ao subir os poucos lances de escadas sem fazer (demasiado) barulho, eis que finalmente entramos ao lar. Contendo os risinhos alcoolizados, descalçamos os sapatos de salto e… é a aí que tudo começa!

Acendemos a luz do hall e deparamo-nos com um cenário alienígena… tudo à nossa volta mexe! Vemos pequenos vultos que desaparecem tão rápido que começamos a duvidar da sua real existência. A fita-cola a tapar os rodapés do chão parece contorcer-se num som repuxado de plástico grudento…

Mas a sede é muita e a cozinha é já ali ao lado, por isso munidas de grande coragem, voltamos a pôr os sapatos e caminhamos 5 passos, onde um novo interruptor espera.
Primeiro o silêncio… e o compasso de espera até que a luz ligue na totalidade, depois… o horror… o pânico… o nojo… e muitas outras emoções naquela que é uma verdadeira luta pela sobrevivência.
São muitas, a maioria pequenas, depois uma ou outra de maior dimensão, como que oficiais a comandar as tropas de infantaria num ataque à nossa cozinha. Além de assustá-las com armas sonoras (também conhecidas por gritos estridentes) pouco mais podemos fazer. Por fim termina, e tudo volta ao normal.
Bebemos a merecida água e prometemos logo pela manhã falar com o senhorio e insultar os responsáveis pela churrascaria do R/C.

Qualquer semelhança com a realidade não é ficção!

Para quem estiver interessado em informação detalhada sobre as espécies de baratas, queira por favor consultar o seguinte link da Wikipédia, do qual saliento a secção "Controlo Químico"
http://pt.wikipedia.org/wiki/Barata